Publicado em 05/08/19 às 17h45

AMIB lança programa para melhorar prestação de cuidados de UTI pública

A AMIB tem, como um dos principais pilares da sua atuação, a promoção de ações visando a melhorar a prestação de cuidados ao paciente crítico, e sabe que essa melhoria é fundamentalmente vinculada ao bom gerenciamento das unidades de terapia intensiva. 

Com base nessa premissa, a AMIB lança o projeto AMIB Adota, que consiste em selecionar uma UTI Pública que tanto precise quanto esteja disposta a aprimorar seus indicadores de qualidade e em seguida prestar assessoria gerencial, treinamento e aprimoramento técnico da equipe, bem como supervisão contínuas, com o objetivo de promover efetivamente a melhoria da qualidade assistencial dessa unidade.

Obviamente, a unidade participante não terá nenhuma despesa relacionada a implantação do projeto. Além disso, todo o trabalho de assessoria de gestão, coordenação e instrução dos cursos realizado pelos associados da AMIB envolvidos no projeto será voluntário e não remunerado.

O presidente da AMIB, Dr. Ciro Leite Mendes, considera esse projeto como um dos, senão o mais, importante da atual gestão. "Queremos demonstrar, por meio dessa ação, que a preocupação da AMIB com a qualidade de prestação de cuidados ao paciente crítico vai além de suas ações educacionais e de formação. A AMIB reconhece como essencial implantar iniciativas que envolvam o aspecto gerencial das UTIs”.

Como funciona

As inscrições começam hoje (05/08) e vão até 8 de novembro. Podem participar unidades de todo o país que internam majoritariamente pacientes do SUS e participam do programa UTI Brasileiras e preenchem seus dados de forma integral e contínua durante pelo menos três meses da data da seleção.

A unidade deve preencher o formulário específico (clique aqui para acessar), anexar a carta do presidente da regional AMIB com exposição de motivos pelos quais a unidade deve ser selecionada e direcionar para o e-mail amibadota@amib.org.br .

A AMIB escolherá a unidade mediante a análise dos seus indicadores (TMP e TURP), que deverão ser piores do que pelo menos um desvio-padrão da mediana das unidades participantes do projeto UTIs Brasileiras.

O programa tem duração de 12 meses de acompanhamento em que a AMIB providenciará:

  • Análise da estrutura disponível conforme as normativas da Anvisa, do Conselho Federal de Medicina, entre outros: espaço físico, layout de leitos e infraestrutura, equipamentos, grade de medicamentos e insumos e definição das atribuições dos componentes da equipe.
  • Instauração de Processos: projeto terapêutico singular, protocolos assistenciais gerenciados, otimização das prescrições e da utilização de recursos disponíveis de insumos e arsenal diagnóstico, horizontalização da assistência, visita multidisciplinar diária à beira do leito, checklist de atividades diárias e metas diárias individualizadas para cada paciente.
  • Mensuração de resultados: cultura de registros clínicos multidisciplinares, monitoramento permanente dos resultados clínicos, utilização de ferramentas de gestão aplicadas à assistência na correção e prevenção de desvios de objetivos.
  • Qualificação e treinamento permanentes: programas de treinamento por meio da promoção dos cursos e ferramentas de ensino da AMIB, programas de treinamento multiplicador de conceitos técnicos e na gestão das Unidades, promoção de ações de benchmarking com outras unidades em fases avançadas de gestão. 
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